O que jaz eternamente não está morto

Ano: 2023
Meio: instalação, Vídeo
Técnica: Animação digital 3D, VFX
Medidas: 1080p
Duração: 7'32''
Edições: 1+CA
Vídeo completo

«Aquilo que pode permanecer eternamente não está morto; e com o passar de estranhas eras, até mesmo a Morte pode morrer».»

H. P. Lovecraft

A peça está situada no olhar de quem testemunha a última paisagem, um cenário em que o horizonte toca o fim do tempo, mas, ao mesmo tempo, revela a natureza infinita dos vivos. A história se baseia na premissa de que, mesmo na quietude eterna, não há morte definitiva, mas uma latência que aguarda seu próprio pulso. Essa última batida da vida não se manifesta como agonia, mas como um fenômeno místico que recupera a memória do sagrado: um sol que se move e cintila, emulando as histórias das aparições de Fátima, onde a própria luz se torna instável e rítmica. Nessa distopia do eterno, o fim é revelado como um começo necessário; os limites da paisagem não funcionam como um fechamento, mas como marcadores que apontam para um constante «além». É uma meditação visual sobre a persistência, em que a própria morte acaba se dissolvendo no fluxo de uma energia que, após estranhas eras, sempre renasce.


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